sábado, 3 de novembro de 2012

Entenda como funciona as Eleições presidenciais nos Estados Unidos


Maior democracia do mundo, os Estados Unidos se preparam para as eleições presidenciais que ocorrerão nesta terça-feira (06). Mas, será que você sabe como funcionam as eleições por lá? Vejamos:

Prévias

As eleições americanas começou desde 03 de janeiro com o início do processo de indicação dos candidatos pelos partidos, nas chamadas "Prévias". Essas prévias podem ser do tipo "primárias" ou "cáucus", à escolha de cada Estado. A primária é uma votação secreta tradicional, com urnas e papéis, organizada normalmente pelo governo local e aberta a todos os eleitores registrados. Nas primárias fechadas, os eleitores podem participar apenas da votação do partido em que estão registrados (ou seja, só votam em uma prévia republicana os eleitores dessa legenda). Nas abertas, podem votar na primária do partido que escolherem, independentemente de sua filiação partidária. A maioria dos Estado faz primárias fechadas. Já os cáucuses, que também podem ser fechados ou abertos, são encontros que incluem debates, discursos e divisão de grupos. Quando eles começam, os eleitores se dividem de acordo com o candidato que apoiam. Para persuadir os indecisos a aderir a seu grupo, os eleitores discursam em apoio a seu candidato. No final, os organizadores contam quantos votos cada candidato recebeu.


Tanto no caso de primárias como cáucus, os votos não vão diretamente para os candidatos. Mas, determinam a quantidade de delegados que cada candidato terá na convenção nacional do partido na qual um candidato será oficialmente aclamado após as prévias.
A população de cada Estado define o número delegados que cada um terá. Sendo o maior número de delegados da Califórnia (55) e o menor o Alasca (3), Nova York conta com 29 representantes. É por isso que é mais importante vencer em alguns Estados do que em outros. Para distribuir os delegados, os democratas usam um método proporcional. Cada candidato recebe o número de delegados correspondente ao percentual de votos nas primárias ou cáucuses. No Partido Republicano, um Estado pode escolher o método proporcional ou o do "ganhador leva tudo", no qual o candidato que recebeu a maioria dos votos em determinada prévia ganha todos os delegados correspondentes.
Colégio Eleitoral
As eleições propriamente dita ocorrerão em 6 de novembro quando os eleitores comparecerão às urnas para escolher entre Obama e Mit Romney. Porém, assim como nas primárias e cáucuses, os votos em cada Estado serão usados para determinar quantos delegados cada um terá, dos 538 do chamado Colégio Eleitoral que é quem escolherá o presidente americano.
Nos EUA não importa o total de votos conquistados por determinado candidato nacionalmente. Para ele, o crucial é vencer em uma quantidade de Estados que lhe garantam os 270 votos para ser eleito no Colégio Eleitoral. Por causa disso, um candidato pode receber o maior número de votos no país inteiro, mas ainda assim perder as eleições. Situações como essa ocorreram três vezes na história americana: em 1876, em 1888 e em 2000, quando o democrata Al Gore teve mais votos diretos, mas menos votos no Colégio Eleitoral que o republicano George W. Bush (2001-2009), que acabou sendo eleito presidente.
Como ocorre nas prévias, o número de votos a que cada Estado americano tem direito é determinado pelo tamanho de sua população e pelo número de eleitores. O Estado da Califórnia, o mais populoso, tem 55. O Texas, 38. Nova York e Flórida, 29 cada um, e assim por diante. Cada Estado tem no mínimo 3 representantes. Isso significa que alguns Estados são mais cruciais que outros, sendo possível vencer a eleição ganhando em somente 11 dos 50 Estados americanos: Califórnia, Texas, Nova York, Flórida, Illinois, Pensilvânia, Ohio, Michigan, Geórgia, Carolina do Norte e Nova Jersey, cuja soma de votos garantiria o total necessário de 270. 
O sistema dominante é "o ganhador leva tudo", em que o candidato com maior número de votos conquista todos os delegados do Estado. Essa regra acaba fazendo com que os candidatos invistam mais tempo e dinheiro em Estados em que seus respectivos partidos são tradicionalmente favoritos. 
Apenas nos Estados de Nebraska e Maine, vigora um sistema diferente, em Nebrasca, que conta com 5 votos no Colégio Eleitoral, existem três distritos eleitorais. O candidato mais votado em cada um leva um voto, enquanto o mais votado no total leva os dois votos finais. Com direito a quatro votos, o Estado do Maine adota a mesma distruibuição em relação a seus dois distritos eleitorais.
Os delegados do Colégio Eleitoral são nomeados meses antes das eleições, durante as primárias ou os cáucuses, votações que determinam quem será o candidato de cada partido. Eles normalmente são ligados aos republicanos ou democratas e são indicados pela liderança partidária para assumir esse papel. Ao fim da eleição, eles escreverão o nome do vencedor no número correspondente de cédulas a que cada Estado tem direito. Nos dias seguintes, esses votos serão enviados ao Senado americano, onde serão contados para que o anúncio oficial do vencedor da disputa presidencial seja feito em 17 de dezembro.
Os críticos do Colégio Eleitoral dizem que o sistema é arcaico e precisa ser modernizado para corresponder mais fielmente ao desejo dos eleitores. Seus defensores, porém, insistem que os Estados pequenos poderão perder importância na corrida eleitoral caso o voto seja direto. Afinal, a importância dos eleitores das grandes cidades cresceria, enquanto a campanha eleitoral nas pequenas cidades e no meio rural seria praticamente abandonada, assim como os investimentos estatais durante todo o mandato do presidente.
Entretanto, a maior desvantagem da eleição indireta, porém, é em relação aos partidos menores. Eles nunca terão chances de crescer e ganhar mais eleitores enquanto o vencedor de cada Estado ganhar todos os votos do colégio eleitoral. É exatamente por isso que os únicos partidos que monopolizam a política americana são o Democrata e o Republicano. É quase impossível para um terceiro partido entrar na corrida. Essas eleições têm 143 candidatos inscritos, seja ligados a algum outro partido como o Partido da Constituição, Partido Verde, Partido Libertário, etc. ou candidatos independentes.





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