sábado, 15 de dezembro de 2012

Leilão de energia eólica

Projeto da Vila Amazonas não foi aprovado

O Estado do Rio Grande do Norte participou com 94 no leilão realizado ontem pela ANEEL, atrás apenas dos estados da Bahia (com 162) e Rio Grande do Sul (122), mas apenas dez projetos foram contratados: sete do Maranhão, dois da Bahia e um do Rio Grande do Sul.
Para representantes do setor eólico, o resultado foi motivo de surpresa. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) havia habilitado 14 mil megawatts (MW) em projetos de usinas hidrelétricas, termelétricas e eólicas, dos quais 11 mil MW apenas para esta modalidade. No entanto, somente 303 MW foram comprados pelo Governo Federal nas três modalidades, sendo 152 MW referentes às eólicas.

Um motivo para esse resultado foi o preço da energia eólica que alcançou o valor médio de R$ 87,94 por MW/hora no leilão, o menor já registrado no Brasil. O preço inicial era de R$ 112 por MW/hora. “Foi uma surpresa ver empresas darem viabilidade a projetos abaixo de R$ 90 reais (por MW/hora). Os R$ 112 já era um preço complicado”, disse Adão Linhares, presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica do Ceará.


Para Lauro Fiúza, ex-presidente da Associação do setor, a Abeeólica, o preço de R$ 87 “é incompreensível”. Em 2011, o valor era de R$ 99,57 MW/hora. “O preço não reflete o que o mercado entende como razoável. E no último leilão tínhamos um dólar a R$ 1,60, e hoje é de R$ 2,10”.

Adão Linhares diz que os projetos vencedores na Bahia e no Rio Grande do Sul aproveitaram a infraestrutura existente, o que poderia explicar o preço oferecido (entre R$ 87,50 e R$ 89,20 por MW/hora). Linhares considera ser surpreendente que uma mesma empresa tenha ganhado sete projetos no Maranhão ao preço de R$ 87,77 MW/hora, já que o estado ainda não oferece a infraestrutura necessária para instalação das usinas.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Leilão de Energia Nova

Serra do Mel participa com projetos na Vila Amazonas
Será realizado daqui à pouco, às 10 hs, deste dia 14 de dezembro de 2012 o Leilão de Energia A-5 de 2012, sendo este o "15º Leilão de Energia Nova". O certame foi inicialmente previsto para o dia 26 de abril de 2012, sendo postergado por diversas vezes devido, principalmente, à falta de demanda das distribuidoras. Neste contexto, destaca-se também a falta de definição do tratamento dos contratos relacionados ao Grupo Bertin, oriundos do Leilão A-3 de 2008. Naquele certame houve assinatura de Contratos de Comercialização no Ambiente Regulado (CCEAR) entre a empresa e as distribuidoras, porém não houve a entrada da operação comercial das usinas.

A Serra do Mel participaria desse leilão através de empreendimentos da empresa Voltália Energia do Brasil Ltda, com parques eólicos previstos para as vilas Amazonas e Pará.
O certame tem como objetivo a celebração de CCEARs nos quais os vencedores do leilão venderão parte da energia às distribuidoras de energia elétrica. O edital do leilão veda a participação de distribuidoras e por sociedades controladas por estas, direta ou indiretamente, como vendedoras de energia. Serão licitados novos empreendimentos de geração a partir de fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica (biomassa ou gás natural em ciclo combinado) com início de suprimento em 1º de janeiro de 2017.