terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ex-prefeitos são presos em investigação de esquema de corrupção

Policiais do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção da Polícia Civil (Nurocc) do Espírito Santo prenderam ex-prefeitos capixabas suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes na recuperação de créditos tributários.
Entre os detidos estão os ex-prefeitos de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), e de Guarapari, Edson Magalhães (PPS). As prisões são desdobramento da Operação Derrama, deflagrada no dia 27 de dezembro do ano passado. Ao todo 25 mandados estão sendo cumpridos.
Ao todo foram sete ex-prefeitos presos hoje pelo suposto envolvimento no esquema fraudulento e segundo, o Jornal Nacional da Rede Globo, a maioria dos (possíveis) larápios são de coloração verde ou de estampas coloridas em verde, azul e amarela. Do PMDB (2), PSDB(2), PPS(2) e PDT(1).  Eis os nomes das excrescências: Zanon e Magalhães (já identificados acima) e os também ex-prefeitos Ademar Devens (Aracruz); Edval Petri e Moacyr Caroone (Anchieta) e Ananias Francisco Vieira (Marataízes). As prisões são temporárias e se expiram em cinco dias. 
Os gatunos do dinheiro público foram foram pegos após auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) que constatou um esquema de corrupção nas prefeituras de Guarapari, Linhares, Aracruz, Anchieta, Jaguaré, Piúma e Marataízes.
Em Aracruz, a polícia cumpriu dez mandados de prisão. Servidores municipais ligados ao ex-prefeito Ademar Devens teriam sido detidos. Alguns dos detidos nos municípios da região norte estão sendo transferidos para a sede do Nuroc, em Vitória.
O principal alvo das investigações é a empresa CMS Consultoria e Serviços SS Ltda, sediada em Vitória, que prestava os serviços de consultoria às prefeituras. Além da contratação sem licitação, a empresa é acusada de abastecer um esquema de pagamento de “gratificações” milionárias a servidores públicos a título de bônus pela suposta recuperação de créditos tributários pagos a mais.
A empresa contratada deveria cobrar impostos que outras empresas deviam às prefeituras. Só que os valores cobrados eram abusivos. Em um dos casos, o valor chegou a R$ 250 milhões. Além disso, parte do dinheiro não ia para as prefeituras e era dividido entre funcionários públicos e os donos da empresa.
Fonte: Jornal do Brasil

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