quarta-feira, 3 de abril de 2013

Fazendo as contas

A campanha petista tá muito otimista em relação às eleições suplementares de 7 de abril. A euforia trezina viria dos resultados das pesquisas para consumo interno e do resultado do cálculo à seguir, vejamos:

A maioria efetiva de Manoel Cândido sobre Irmã Lúcia foi de 393 votos.
Estima-se que as adesões de Paulo Silas, Euzébio Maia e Juninho Maia tenha rendido, por baixo, mais 300 votos. Como esses votos votaram lá e agora mudaram de lado, equivalem a 600. Entendeu? São 300 votos a menos na chapa adversária e 300 votos a mais no PT, isso daria 600 votos líquidos.

Considerando as mudanças espontâneas de votos, que estão acontecendo em todas as vilas, em razão do crescimento da campanha e da perspectiva de vitória, teria uma diferença pró PT já estimada em 1100 à 1200 votos.

Compra de votos

O juiz eleitoral, Dr. Pedro Cordeiro encaminhou à Polícia Federal e ao Ministério Público Eleitoral um pedido de investigação sobre uma provável ação de compra maciça de votos por parte do grupo governista que teria essa estratégia como última cartada para ganhar a eleição em Serra do Mel.

Mais uma vez faço as contas.

As últimas notícias que tenho é que o "mercado do voto" para o PMDB em Serra do Mel está bastante inflacionado e custaria 1 mil reais por eleitor, o que é compreensível, já que nesse momento da campanha as pessoas estão firmadas nas suas posições e não cederão por pouco. 

Seguindo com as contas: para desfazer a maioria seria necessário convencer ($$) ao menos 601 eleitores. Só que, no "mercado do voto" os corruptos sabem que a quebra é de 90%. Ou seja, apenas 10% dos votos comprados seguem o gatuno que os comprou. Assim, a campanha só seria ganha se comprassem e pagassem à 6010. Isso mesmo. Seis mil e dez eleitores. A um custo aproximado de 6,01 milhões de reais. Não há nem tempo nem dinheiro pra fazer funcionar esse plano

Erro fatal

A campanha governista teria errado quando achou que poderia recuperar a desvantagem de 7 de outubro de 2012 apenas usando a máquina e a cooptação de lideranças e eleitores. Esqueceram de mobilizar os eleitores, de reconstruir o otimismo perdido com a derrota para Manoel Cândido. Deixaram pra fazer eventos mobilizadores, como a vinda das grandes lideranças e os showmícios, na reta final da campanha, quando a o clima de derrota já aplacara os aliados. É essa a razão de um comício do PT na zona rural, como o da Vila Pernambuco, dá mais público que o anunciado comício do centro da cidade com a presença de um Ministro e do presidente do Congresso Nacional. Por outro lado, a campanha petista consegue emplacar eventos maiores e mais animados a cada dia.


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