terça-feira, 23 de abril de 2013

Polícia Federal e Ministério Público Investigam Golpe Eleitoral em Serra do Mel


Quem acompanhou a campanha das duas coligações nas eleições suplementares de 07 de outubro em Serra do Mel ficou impressionado, incrédulo com o resultado das eleições. A candidata que havia conseguido mobilizar os eleitores, que botava o dobro de militantes nas ruas, que aparecia nas pesquisas para consumo interno (tanto de um e de outro candidato) com quase vinte pontos à frente perdeu as eleições. O clima suspeição pairou no ar. Mas, aqueles que estiveram na véspera e também no dia da eleição, já imaginavam o que havia ocorrido.

A solução da incógnita cabulosa começa a ser apresentada e, a cada resposta encontrada, mais instável fica a situação do candidato eleito.

Investigações em andamento

A coligação adversária, o Ministério Público Eleitoral, a Polícia Federal e o próprio Juiz Eleitoral estão com uma série de medidas em curso, que este blogueiro bacharel (aprovado na OAB) tomou conhecimento e, posso afirmar, diante das provas carreadas, seria suficiente para cassar a chapa eleita, pelo menos, 10 vezes.

Segundo as denúncias apresentadas o grupo governista preparou um sofisticado esquema para assegurar sua manutenção no poder contando, para tanto, com a estrutura do estado, agentes da polícia, membros da justiça eleitoral, com o respaldo e assessoramento dos aliados políticos nos planos estadual e federal.

Compra de votos

A sofisticação da ação criminosa restará evidenciada na análise do conjunto da obra, mas também no exame desse fato específico. A ação de compra de votos foi de um melindre típico da máfia mais organizadas. Cerca de 15 dias antes da campanha foi realizada uma pesquisa, ou melhor um senso, junto às casa que empanavam a bandeira petista, com cerca de 10 questões cujo principal propósito era identificar se o eleitor estava disposto a mudar seu voto e em que condiçõe$. O questionário começava com perguntas aparentemente despretensiosas, como: você se sente enganado por Manoel Cândido (...)? e Você acha que Dona Francisca está sendo usada (...)? Essas serviam, principalmente, para constatar o grau de fidelidade do eleitor à candidata petista e concluía com a pergunta: “o que pode ser feito pra mudar o seu voto?” Com isso os meliantes (desculpem a expressão mas é assim que os repórteres polícias tratam os criminosos e aqui falamos de crime eleitoral) conseguirem mapear as ‘vítimas’ de seu crime. Feito isso entrou em campo uma legião de vasalos, que, devidamente remunerados pela prefeitura tiveram livre para agir na compra dos votos já previamente identificados. Além do dinheiro em si, foram distribuídos empregos por portarias, terrenos públicos, casas dos programas federais de habitação, consultas médicas, cirurgias e etc.

Sequestro de documentos

Como temiam que alguns eleitores pudesse receber o dinheiro e permanecer com o mesma candidata, passaram a reter os documentos que poderiam ser usado na votação. Essa armação é conhecida como “compra de abstenção” ou seqüestro de documento.
  
Inibição da fiscalização

Segundo denúncias a Polícia Militar tinha uma relação de placas dos veículos dos principais apoiadores da chapa petista. A estratégia de fiscalização contra a compra de votos foi totalmente desarticulada pois, a polícia atua para proteger a ação dos governistas, revistando, mandando para casa ou prendendo os oposicionistas.

Manipulação e perturbação da votação

Também há uma forte suspeita de violação das urnas eletrônicas. Como se sabe todo equipamento de informática é passível de manipulação. Os sistemas de informática mais seguros que existem são os dos Bancos, que investem bilhões anualmente só para se prevenirem contra os ataques dos criminosos cibernéticos. Mesmo assim, só no ano de 2012 os bancos amargaram um prejuízo de 3,1 Bilhões de reais em fraudes eletrônicas.

Muitos especialistas no Brasil contestam a segurança das urnas eletrônicas e o próprio presidente da OAB, Ophir Cavalcante, reclama a falta de transparência do sistema eleitoral brasileiro, diz que “sempre teve uma pulga atrás da orelha” no sistema de votação sem auditoria independente e que “ Estamos votando na confiança na Justiça. Por que o sistema eleitoral não pode ser fiscalizada? O que se quer é transparência suficiente para que o eleitor tenha segurança do seu voto”, afirmou ele.

Pois bem, na Serra do Mel ocorreram fatos muito estranhos que alimentam teses conspiratórias que estão sob investigação. Primeiro, substituição de mesários em 29 das 32 secções eleitorais, entre presidente, 1º mesário e secretários de secção. Dentre os mesários substitutos estaria um conhecido hacker já condenado por fraudes eletrônicas.

Uma eleitora depôs para o Ministério Público Eleitoral afirmando que o mesário de sua secção a mandou concluir a votação por três vezes, sem liberar a urna para o voto. Como se sabe isso anularia o voto da cidadã.

Outro expediente usado foi o corte de energia no principal local de votação, a Escola Estadual Pe. José de Anchieta, as salas onde funcionaram as urnas que o PT teve maioria nas eleições de 2012 tiveram a energia elétrica desligada propositalmente. O diretor da escola é um conhecido aliado do governismo.

Retenção do transporte de eleitores

Os ônibus da prefeitura, únicos veículos inscritos na JE para transporte de eleitores, foram devolvidos às garagens após uma primeira viagem, cedinho, em que transportaram exclusivamente os eleitores do prefeito candidato à reeleição. Ficaram escondidos e só retornaram ao trabalho após às 15 Hs, depois do Juiz eleitoral ter ameaçado prender o Secretário Municipal responsável pelo transporte.

Plano “B” - Armação

Se todos os planos macabros dessem errado, ainda tinham uma saída: a prova plantada contra o adversário. 

O irmão do vereador do PT, Castro Júnior passou por uma minuciosa vistoria da Polícia Militar a qual acompanhou a uma distância segura. Após ser liberado, mas antes que saísse do local, foi novamente abordado por outra viatura que, apesar de ter ouvido dos colegas o resultado da busca, decidiram fazer nova revista. Mandaram o condutor do veículo para longe e que ficasse de costas (segundo o depoimento do mesmo) e, em seguida chamaram-no para receber voz de prisão, por carregar material indicativo de compra de votos. Foram encontradas 15 cédulas de R$ 20,00, cada uma com um “santinho” da candidata D. Francisca grampeado. A polícia quis forçar o motorista a tocar no dinheiro, mas ele não o fez e já pediu para que as cédulas fossem periciadas a fim de encontrar as digitais dos verdadeiros donos delas.

Tripla burrice dos farsantes: primeiro, as várias denúncias de compra de votos sob investigação na Polícia Federal e MPE apontam para um “valor do voto” na casa dos R$ 1.000,00. Então, não dá pra imaginar alguém mudar seu voto por apenas R$ 20,00. Segundo, como pode um cabo eleitoral qualificado como o irmão do vereador imaginar em comprar votos com dinheiro grampeado, num pleito onde só havia um candidato a se votar, um único número pra decorar. Terceiro, não sabiam que essa fraude de plantar provas na campanha adversária é muito antiga e recorrente nas eleições brasileiras, tendo manifestação, inclusive, do TSE quanto à fragilidade desse tipo de “prova’.

No momento, todas essas denúncias estão sendo apuradas pelo Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal que já ouviram mais de dez depoimentos e coletaram provas documentais para instruírem os pedidos de cassação do prefeito eleito.

De todo modo, ficamos perplexos diante de tanta genialidade a serviço do mal. Sem dúvidas temos os Steve Jobs da picaretagem, os Bill Gates da mutreta, os Stephen Hawking da malandragem. Embora, como diz o amigo Crispiniano Neto, as vezes se comportam como os “sabidos-bestas”.